Semáforos o novo posto de engate…
Vamos lá começar.
Ligar GPS.
1:30 AM, LX, Avenida lusíada, semáforo junto a loja do cidadão antes de chegar á católica, sentido hospital de santa Maria.
E ali estava eu parado em mais um encarnado, a espera de poder voltar a andar, e já a pensar que ia com toda a certeza ter que parar em todos os outros semáforos que se seguiam dali até a cidade universitária.
Quando reparo que no meu campo de visão periférica se encontrava um carro escuro, e que o condutor estava a olhar para mim.
Olho de lado, e conferia, o condutor, um senhor ai dos seus 35 anos de cabelo típico de executivo com pinta, estava a olhar para mim.
Semáforo verde… segue…
Semáforo junto á católica, estava encarnado, parei com o senhor novamente ao meu lado ainda a olhar mais, nisto tinha reparado que o carro era preto e que era um Audi A4.
Estávamos ali os dois parados, quando reparo que ele estava a fazer-me sinal para eu abrir o vidro…
Abri o vidro e o senhor diz…
“Podia me dizer as horas se faz favor?”
Lolol será que ele acha que eu acredito que um audi novo não tem relógio? Lolol mau modo de meter conversa.
Sorri com ar de quem estava a gozar e disse são cerca de 1 da manha.
“ahh, ok muito obrigado”
Verde, toca a avançar.
O senhor tinha um sorriso bonito, daqueles sorrisos marotos.
Novo semáforo e o senhor não parava de olhar agora mais atento ainda, quando olhei, ele sorriu e fez assim que uma espécie de aceno, e eu pensei isto esta bonito esta.
Verde
Próximo semáforo, e novo sinal para descer o vidro, e lá desci.
“Olhe, desculpe, não quer trocar número de telemóvel?
Estou chocado, pela primeira vez na vida fui abordado por alguém num semáforo. Lolol lindo, assim quase irreal.
“Sim, podemos trocar” disse eu com ar de santo.
“Podemos parar ali a frente e falar um pouco”
Ali a frente? Pensei eu, mas o ali a frente era a cidade universitária.
“Ok, paramos ali em frente a reitoria”
Trocamos número de telemóvel. Falamos ai durante uma hora. E tal como eu previa o senhor era casado, mas gostava de saltar a cerca.
Claro que eu nunca mais lhe disse nada nem ele a mim… lolol ora não fiquei com pena, não nasci para ser a outra, mesmo que fosse uma outra que não precisasse de ser teuda e manteuda, e que fosse uma outra que andasse a comer o marido e não a ser comido…
NÃO, not for me. Eu nasci para ser património da humanidade e para ser tratado e único, não para ser “a outra”.
Ligar GPS.
1:30 AM, LX, Avenida lusíada, semáforo junto a loja do cidadão antes de chegar á católica, sentido hospital de santa Maria.
E ali estava eu parado em mais um encarnado, a espera de poder voltar a andar, e já a pensar que ia com toda a certeza ter que parar em todos os outros semáforos que se seguiam dali até a cidade universitária.
Quando reparo que no meu campo de visão periférica se encontrava um carro escuro, e que o condutor estava a olhar para mim.
Olho de lado, e conferia, o condutor, um senhor ai dos seus 35 anos de cabelo típico de executivo com pinta, estava a olhar para mim.
Semáforo verde… segue…
Semáforo junto á católica, estava encarnado, parei com o senhor novamente ao meu lado ainda a olhar mais, nisto tinha reparado que o carro era preto e que era um Audi A4.
Estávamos ali os dois parados, quando reparo que ele estava a fazer-me sinal para eu abrir o vidro…
Abri o vidro e o senhor diz…
“Podia me dizer as horas se faz favor?”
Lolol será que ele acha que eu acredito que um audi novo não tem relógio? Lolol mau modo de meter conversa.
Sorri com ar de quem estava a gozar e disse são cerca de 1 da manha.
“ahh, ok muito obrigado”
Verde, toca a avançar.
O senhor tinha um sorriso bonito, daqueles sorrisos marotos.
Novo semáforo e o senhor não parava de olhar agora mais atento ainda, quando olhei, ele sorriu e fez assim que uma espécie de aceno, e eu pensei isto esta bonito esta.
Verde
Próximo semáforo, e novo sinal para descer o vidro, e lá desci.
“Olhe, desculpe, não quer trocar número de telemóvel?
Estou chocado, pela primeira vez na vida fui abordado por alguém num semáforo. Lolol lindo, assim quase irreal.
“Sim, podemos trocar” disse eu com ar de santo.
“Podemos parar ali a frente e falar um pouco”
Ali a frente? Pensei eu, mas o ali a frente era a cidade universitária.
“Ok, paramos ali em frente a reitoria”
Trocamos número de telemóvel. Falamos ai durante uma hora. E tal como eu previa o senhor era casado, mas gostava de saltar a cerca.
Claro que eu nunca mais lhe disse nada nem ele a mim… lolol ora não fiquei com pena, não nasci para ser a outra, mesmo que fosse uma outra que não precisasse de ser teuda e manteuda, e que fosse uma outra que andasse a comer o marido e não a ser comido…
NÃO, not for me. Eu nasci para ser património da humanidade e para ser tratado e único, não para ser “a outra”.


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