quinta-feira, novembro 23, 2006

Adoro quando eles se fazem difíceis….

Nem mais… espantados como título? Não estejam, não sou diferente de ninguém, quem não gosta daqueles gajos que são assim muito difíceis de alcançar?
Todos… quem não gosta de um bom desafio? De uma boa sedução? Daquele jogo de cão e de gato… onde se dá um dedo, para quererem a mão para depois nos quererem o braço e ai apanhamos tudo.
E ali estava eu… com um desses espécies… sempre com o seu ar de quem não come nem deixa comer, ali estávamos os dois sentados no sofá e cada um na sua ponta a olharmos para a tv a beber um
já muito famoso chá de canabis.
“esta a bater?” perguntei eu.
“não, e a ti?”
“Também não, acho que isto esta falsificado”
“A seguir fumamos uma de erva, já preparo”
E o meu primeiro pensamento foi… em vez de fumarmos uma broca se passássemos a acção não era bem melhor?
Segundo pensamento, meu deus… estou a tornar-me um drogado….
Terceiro pensamento, estas parvo, isto só pode ser do chá, desde quando é que se é um agarrado só por se dar umas passas numa ganza? E depois de se estar meses e meses sem o fazer.
“ok, pode ser, então e se bater muito, depois não vais pensar em me beijar?” disse eu
Merda, ele não respondeu… fez que não ouviu…
“eu faço uma assim fraquinha, para não bater muito”
Pronto já me lixou e eu a ver…
Não acho normal…
Continuou o chá, seguiu os fumos os bafos… o ar estava já carregado de fumo quando eu resolvi me aproximar.
“és uma diva ou um bixa? Uma diva tem que mostrar que quer comer, e se o que fazer tem que ir a caça”
Aproximei-me mais… e plim já estávamos enrolados.
Depois de semanas em conversações a debater os preconceitos da sociedade gay em relação ao se ser activo ou passivo… a debater o estado actual das finanças publicas e o rumo que o orçamento de estado levava, a infância atribulada de cada um, as aventuras amorosas, a historia da casal real de Bragança e a sucessão directa ao trono de Portugal, e a falar na musica que se tinha ouvido no Lux… das ganzas e dos delírios.
Finalmente estava a haver acção, já não era sem tempo… aqueles lábios finos e delicados estavam finalmente encostados aos meus… e beijo vai e beijo vem e beijo dá e beijo rouba e peça de roupa que voa, língua que passa pelo pescoço…
PAROUUUU…. O homem tem mais cócegas que um bebé… só a mim.
Língua no pescoço? Não posso, fica com tesão… (não isto normal e não seria isto um bom indicio?)
Língua na orelha? Não pode ser, fica a morrer de cócegas, perde a tesão.
OK… estas coisas transcendem-me. Ou quer ou não quer…
Beija aqui… beija ali, passa a língua onde é possível.
Peça de roupa pelo ar…
MAMILO… ao ataqueeeeee…
Beijo no mamilo, mais roupa pelo ar…
Ok, e agora?
Esta com vergonha de estar semi nu, tem vergonha do corpo que tem… porquê? Simples tem bariga... sorrir… agora é sorrir.
“Não, não estou a sorrir por estar a gozar com a tua barriga
Estou a sorrir, porque estas a ser parvo, toda a gente tem barriga”
Passemos a frente… roupa pelo ar…
Mais roupa pelo ar.
Isto esta a ficar encaminhado.
Agora so de boxers (eu) e ele de slips, de pé junto a cama.
Beijos e mais beijos.
E os dois em cima da cama… eu por cima
Ele por cima
Eu por cima…
“ai espera”
O que é que foi agora pensava eu…
“deita-te ao meu lado”
Beijos
Slips a voar…
Eu de pé
“Porque que estas ai? Estas a olhar para mim”
“Estou”
Voaram boxers.
Ele por cima…
“ai troca”
Espera… eu já sentado na beira da cama.
“Vira-te” disse eu…
Auuuuu…….
Ora tinha mesmo acontecido, eu estava agora nu, deitado no chão do quarto, a rir que nem um perdido com as pernas para o ar encostadas a cama, nem mais, com tanta volta em cima da cama eu tinha mesmo caído da cama a baixo.
“Não acho normal”
“Estas bem?”
Eu estava bem, mas acho que a minha reputação acabava de cair comigo, só que ela já devia estar ai uns 20 andares a baixo de onde eu me encontrava, que vergonha, que situação, isto não me esta a acontecer…ainda antes de começarmos e depois de tanto esforço, eu estava ali caído, aterrado no chão do quarto.
Ok, já estava de volta a cama, beijos, mão aqui mão ali, boca ali, boca aqui, sim boca aqui.
“Acho que ficamos por aqui”
“há??” ok, isto não me estava a acontecer, ele tinha acabado de dizer que não queria mais? Não acho normal.
Na boa, respondi eu.
“Estas a pensar que sou…”
“enconado? Sim estou.”
“Pois mas o que queres que eu faça? Eu sou assim”
“Simples, deixa de o ser”
Vesti-me, sai para a rua, e meti-me a caminho de casa.
Ser difícil é uma coisa, enconado é uma outra completamente diferente…
Mas ainda não perdi a esperança.
Pode ser que para a próxima.

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Há coisas fantásticas não há... ;)

15 de dezembro de 2006 às 04:57:00 WET  

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